A produção de feijão teve alta de 85,18% em comparacão com o mesmo período do ano passado

A produção de feijão teve alta de 85,18% em comparacão com o mesmo período do ano passado

A produção de feijão teve alta de 85,18% em comparação com o mesmo período do ano passado. Na região há três safras do produto e o tamanho da área plantada vem crescendo, sendo que na 1ª safra foi de 5.400 mil hectares, totalizando uma produção de 4.950 toneladas.

A projeção para a segunda safra, que está se iniciando, é mais que o dobro do que foi produzido, a área plantada foi ampliada para 10.000 hectares e a estimativa de produção é de 19.230 toneladas.

De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), um dos fatores que prejudicaram o início da primeira safra foi a alta do adubo, mas a expectativa para a produção na região é positiva.

Segundo o coordenador técnico regional da Emater, Frederico Ozanam de Souza, a produção mais que dobrou e o retorno para o produtor está favorável em vista de outros produtos comercializados pelo agronegócio. “Estamos na segunda safra de feijão que vai de fevereiro a julho, e nossa estimativa de produção é de 19.230 toneladas. Nossa produção em abril de 2012 era de 5.400 hectares, hoje estamos com 10.000 hectares de feijão plantados para essa segunda safra. A remuneração para o produtor está entorno de 30% a 40% de retorno, ou seja, um aumento significativo do lucro líquido. Isso é muito positivo e comparado com a venda de outros produtos do agronegócio o seu lucro é alto”.

Segundo Souza, a primeira safra do feijão na região vai de setembro a abril; a segunda vai de fevereiro a julho e a terceira de abril a setembro. “A primeira safra não foi muito boa, porque o milho concorre diretamente com o feijão e os produtores precisam escolher o que produzir, quem optou pelo milho está vendo que o feijão está melhor devido ao aumento da demanda, porque o Nordeste perdeu sua produção. Também tinha a questão do adubo para o produtor que teve alta no custo na produção, mais o que está influenciando o mercado é a questão da demanda e da oferta”.

A primeira safra do feijão apresentou fortes sinais de queda em Minas Gerais no primeiro trimestre de 2013, foram colhidas 155 mil toneladas, contra 220 mil no mesmo período do ano passado. No entanto, considerando todo o Brasil, a safra subiu de 1,22 milhão para 1,5 milhão de toneladas, neste mesmo período. “Devido aos problemas enfrentados na produção de grãos foi cogitada a importação de grãos para segurar o preço. Mas essa política de importação não é positiva porque cria concorrência interna e prejudica o mercado brasileiro. A medida estaria correta se houvesse uma carência na produção e essa ação iria contemplar uma demanda, mas não é esse o caso, porque temos produção e a importação seria prejudicial”, afirma o coordenador.

Frederico comenta que para a terceira safra não há uma projeção da Emater. “Não temos uma previsão para a terceira safra, apesar das oscilações constantes no preço do feijão, nós esperamos que seja positiva e mantenha o bom desempenho dessa segunda safra de feijão, mas vemos com bons olhos esse aumento da produção. Temos boas condições climáticas, bem equilibradas que poderão favorecer os produtores da região”.

Folha da Manhã

Sobre o autor

Sem comentarios

Deixe uma resposta

Você é logar to post a comment.