Falta de mão-de-obra dificulta expandir produção de leite em Minas Gerais

Falta de mão-de-obra dificulta expandir produção de leite em Minas Gerais

O maior estado produtor do país registrou um pequeno aumento de 0,5% na captação de leite em 2012, índice bem inferior à média nacional, que foi de 3,2% segundo o Cepea, o Centro de Economia Aplicada da Universidade de São Paulo.

Os criadores da região enfrentam a dificuldade da falta de mão-de-obra disponível para trabalhar nos currais. Algumas empresas chegam a investir em salas de treinamento para qualificação de novos funcionários. Na propriedade onde Ângelo Pacelli é gerente, os trabalhadores sempre fazem cursos e durante a jornada de trabalho conversam sobre a produção e formas de melhorar o rendimento.

Quem aceita o trabalho no campo recebe, em média, um salário mínimo e meio na região. A produtora Mirian Delgado mantém nove vacas em lactação e um funcionário para cuidar da manutenção e ordenha. Ela pensa em ampliar a produção, mas não consegue achar quem se comprometa com o serviço todos os dias.

O preço pago pelo litro do leite na região chega a R$ 0,90. Os laticínios seguem critérios de pagamento, entre eles, o volume e a qualidade do leite. Ter profissionais qualificados pode ajudar a valorizar o produto. Túlio Silva, gerente de uma cooperativa de leite em Juiz de Fora, fala sobre a relação aumento de produção X queda no preço pago ao produtor de todo o país.

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Reportagem do GLOBO RURAL

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