Unaienses comemoram chuvas após estiagem prolongada
Depois de cerca de 25 dias de estiagem, as chuvas voltaram a molhar as lavouras no Noroeste de Minas Gerais e devolveram o sono aos produtores.
O clima tem sido conturbado desde o início do ciclo, disseram produtores, técnicos e representantes de cooperativas entrevistados.
Em Unaí não é à toa que os equipamentos de irrigação artificiais são vistos por todos os cantos. Plantações de soja, milho, feijão e café se revezam debaixo dos pivôs por causa do histórico pluviométrico do município, com um dos territórios mais extensos de Minas e baixos índices de chuvas.
“No meio de novembro do ano passado, choveu 500 milímetros. Depois, foram 14 milímetros em 40 dias. Em janeiro, o volume acumulado chegou a 630 milímetros em 21 dias”, relata o produtor Antério Mânica, um dos pioneiros na região de Unaí.
Há quem aposte que esta safra teve o clima mais atípico da história. As intempéries ao longo do desenvolvimento do ciclo, no entanto, não devem derrubar os rendimentos para patamares inferiores aos do ano passado, quando boa parte das lavouras sofreu quebra na produção. O impacto das chuvas comprometeu o potencial produtivo, ou seja, deve-se colher menos do que se esperava, porém, mais do que no ano passado. “A média da região deve ficar em 55 sacas de soja por hectare, contra 50 sacas no ano passado”, projeta o agrônomo e gerente de comercialização de insumos da Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril), Marcos Magalhães.
Com base em contatos diários com agricultores da região, ele diz que as áreas irrigadas estão rendendo entre 65 sacas e 70 sacas. Nas áreas de sequeiro, a produtividade é 10 sacas abaixo do normal e alcançando entre 45 sacas e 50 sacas por hectare. “Ninguém plantou para colher menos de 60 sacas por hectare”, acrescenta.
Com informações da GAZETA DO POVO




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